Póvoa de Varzim


Póvoa de Varzim

Cidade plana e atlântica

15 metros acima do nível médio do mar, ocupa uma área de cerca de 250 hectares de configuração retangular.


O concelho conta com cerca de 60.000 habitantes, tem uma área de 87,64 Km2 e é formado por 12 localidades distribuídas por 7 freguesias: União das Freguesias de Aguçadoura e Navais; União das Freguesias de Aver-o-Mar, Amorim e Terroso; Balasar; Estela; Laúndos; União das Freguesias da Póvoa de Varzim, Beiriz e Argivai; Rates

Incrustada à beira mar, em redor da cidade praticamente não há limites. O povoado, desfrutando da vastidão de espaço que o oceano lhe proporciona, a poente, beneficia também da sua localização na ampla planície litoral, que se alonga para norte e para sul sendo a visão somente barrada pela barreira formada pela serra de Rates, 7 km a nordeste.



Fonte: cm-pvarzim.pt

Ocupando uma área relativamente pequena, o concelho da Póvoa conhece uma diversidade de condições geográficas muito interessantes.


Em tempos muito recuados, as águas do mar moldaram uma planície que, a norte da cidade da Póvoa, é ocupada pelas localidades de Aver-o-Mar, Aguçadoura, Navais e Estela. Esta antiga plataforma marítima legou-nos um solo arenoso onde, com engenho e esforço, as populações se dedicam à horticultura e, incapazes de resistir ao apelo e benesses do mar, partem em pequenas embarcações para uma pesca costeira que lhes complementa o sustento. Ao oceano retiram também o adubo natural (o sargaço) que tão eficazmente lhes fertiliza os campos.

 
Artur Pastor, Póvoa de Varzim, apanha do sargaço. Década de 50.
Póvoa de Varzim

Campos de "masseira".




Campo de Masseira. Fonte: Junta de Freguesia da Estela
Estes, enterrados na areia lembram a forma das tradicionais masseiras e correspondem a uma forma inteligente de aproveitamento das dunas onde, em pequenas explorações, praticando-se uma cultura intensiva, se obtêm excelentes produções hortícolas.

Com um lençol de água muito superficial, a duna foi escavada quase até esse nível freático, o que permite um grau de humidade constante. Com o rebaixamento da área de cultivo consegue-se uma proteção dos ventos marítimos, reforçada por sebes no cimo dos valados, daí resultando um aumento térmico. Estes dois fatores aliados (humidade e temperatura) fazem com que os campos funcionem como uma espécie de estufa.

Póvoa de Varzim

Serra de Rates



A serra de Rates divide o concelho em duas áreas geomorfológicas distintas. Na faixa central do concelho (sempre com o mar no horizonte próximo), num "corredor" que engloba as localidades de Argivai, Beiriz, Amorim, Terroso e Laúndos encontramos uma zona de transição entre a planície arenosa da beira-mar e os solos mais pesados e ondulados do interior.

Ultrapassada a serra, nas localidades mais interiores do concelho, Balasar e Rates, o solo apresenta uma maior cobertura florestal e as explorações agrícolas, mantendo a pequena dimensão, encontram-se rodeadas de vinha em ramada. São particularmente importantes as culturas do milho, da batata e também das forragens destinadas ao gado bovino. Mas também aqui há a marca do oceano - Rates deve o seu nome às barcas que faziam a travessia de uma língua de mar que até aqui se estendia. Uma das maiores freguesias, é também que está localizada Igreja Românica de S.Pedro de Rates, local de muitos concertos do FIMPV. Restaurado pelo Conde D. Henrique e D. Teresa (não restam dúvidas sobre a existência de uma construção pré-românica, mais modesta) é um dos mais atraentes e " sui generis " exemplares de arte românica em Portugal. Esta freguesia é também um importante local de passagem do caminho de Santiago.


Igreja Românica de S.Pedro de Rates. Fonte: @vitorribeiro
Vista aérea do Porto de Pesca e marginal.
Praça do Almada e Monumento a Eça de Queirós (nascido na Póvoa de Varzim)



Dona de um mar revolto e de um clima ameno embora dominado pela famosa “nortada”, a Póvoa de Varzim é uma encruzilhada de «mil caminhos».

Cruzam-na vias que seguem para norte até Ofir, Viana do Castelo e à fronteira de Valença; que encurtam distâncias para o interior (Trofa, Santo Tirso, Braga, Guimarães, etc); ou então, para sul, levando ao aeroporto e à cidade do Porto. Desde a segunda metade do século XIX, a Póvoa de Varzim é procurada pelas gentes do interior pelas suas praias e pelos famosos banhos quentes, hoje em dia desaparecidos, sendo desde sempre terra associada ao turismo.

Fonte dos Textos: cm-pvarzim.pt

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